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| Urna eletrônica brasileira com a bandeira do Brasil e gráficos de pesquisa eleitoral. |
Últimas pesquisas para presidente em 2026: Lula lidera, mas disputa segue acirrada
À medida que as eleições presidenciais de 2026 se aproximam, as pesquisas de intenção de voto começam a ganhar cada vez mais espaço no debate público brasileiro.
Os levantamentos mais recentes divulgados nesta semana apontam uma tendência relativamente consistente: Luiz Inácio Lula da Silva aparece na frente no primeiro turno, enquanto Flávio Bolsonaro se consolida como o principal nome da oposição nos cenários testados.
Mas existe uma diferença importante entre estar na frente e ter uma eleição decidida.
Quando os institutos simulam um eventual segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, a vantagem do presidente diminui consideravelmente. Em alguns levantamentos, a diferença fica próxima da margem de erro.
Ou seja: a eleição continua aberta.
O que mostram as pesquisas mais recentes?
Três pesquisas divulgadas no início de agosto ajudam a formar o retrato mais atual da corrida presidencial: Genial/Quaest, Nexus/BTG Pactual e Meio/Ideia.
Os três levantamentos colocam Lula à frente de Flávio Bolsonaro no primeiro turno, mas apresentam diferenças importantes nos percentuais.
Na pesquisa Genial/Quaest, realizada entre 31 de julho e 3 de agosto, Lula aparece com 39%, enquanto Flávio Bolsonaro registra 30%.
No levantamento Meio/Ideia, realizado no mesmo período, Lula chega a 43%, contra 37% de Flávio Bolsonaro.
Já a pesquisa Nexus/BTG Pactual, feita entre 31 de julho e 2 de agosto, mostra uma disputa mais apertada: 41% para Lula e 37% para Flávio.
Os resultados foram compilados em uma análise publicada em 8 de agosto, que destaca justamente essa variação entre os institutos.
Lula mantém a liderança no primeiro turno
O ponto em comum entre os levantamentos é a liderança de Lula.
Dependendo do instituto, a vantagem sobre Flávio Bolsonaro varia de 4 a 9 pontos percentuais.
| Pesquisa | Lula | Flávio Bolsonaro | Diferença |
|---|---|---|---|
| Nexus/BTG Pactual | 41% | 37% | 4 p.p. |
| Meio/Ideia | 43% | 37% | 6 p.p. |
| Genial/Quaest | 39% | 30% | 9 p.p. |
Os números, porém, não devem ser comparados como se fossem uma única pesquisa. Cada instituto utiliza metodologia, amostra e período de entrevistas próprios.
No caso do Nexus/BTG Pactual, por exemplo, a margem de erro é de 2 pontos percentuais. Isso significa que a diferença de quatro pontos entre Lula e Flávio está dentro de uma faixa em que a vantagem pode ser menor ou maior.
E no segundo turno?
É justamente aqui que o cenário fica mais interessante.
Quando os entrevistados são colocados diante de uma disputa direta entre Lula e Flávio Bolsonaro, a distância diminui.
Segundo a compilação das pesquisas mais recentes, a vantagem de Lula cai para aproximadamente 1 ponto no Nexus/BTG Pactual, 5,5 pontos no Meio/Ideia e 5,5 pontos no Genial/Quaest.
Na prática, isso indica que Flávio Bolsonaro consegue incorporar parte dos votos atribuídos a outros candidatos no primeiro turno.
É um fenômeno importante em uma eleição polarizada: candidatos que aparecem com percentuais menores podem acabar transferindo parte de seus eleitores para um dos dois nomes que chegam ao segundo turno.
AtlasIntel também mostra Lula na frente
Outro levantamento recente ajuda a ampliar a fotografia da disputa.
A pesquisa AtlasIntel divulgada em 29 de julho ouviu 5.021 eleitores entre 22 e 27 de julho, com margem de erro de um ponto percentual.
No cenário estimulado mais amplo, Lula aparece com 44,9%, enquanto Flávio Bolsonaro registra 35,8%.
Em uma segunda configuração, Lula chega a 47,4%, contra 37% de Flávio.
No segundo turno entre os dois, a AtlasIntel encontrou:
Lula: 49,2%
Flávio Bolsonaro: 42,9%
Branco/nulo/não sabe: 7,9%
A pesquisa também testou confrontos envolvendo nomes como Michelle Bolsonaro, Romeu Zema, Ronaldo Caiado e Renan Santos.
O que chama atenção nos números?
Mais do que simplesmente perguntar "quem está ganhando?", as pesquisas permitem observar três movimentos.
1. Lula continua sendo o principal nome do primeiro turno
Nos levantamentos mais recentes, o presidente aparece consistentemente na primeira posição.
Isso significa que, neste momento, Lula parte de uma posição favorável para chegar ao segundo turno.
Mas não significa que sua vitória esteja garantida.
2. Flávio Bolsonaro se consolidou como principal adversário
Flávio aparece em segundo lugar nos principais cenários testados e apresenta desempenho significativamente superior ao dos demais nomes da direita individualmente.
Isso é importante porque uma eleição presidencial depende não apenas do tamanho de uma candidatura, mas também da capacidade de reunir diferentes segmentos do eleitorado.
3. O segundo turno pode ser muito mais equilibrado
A diferença entre primeiro e segundo turno é provavelmente o dado mais relevante das pesquisas atuais.
Lula possui uma vantagem maior quando vários candidatos aparecem simultaneamente.
Quando a escolha fica restrita a dois nomes, Flávio cresce e a distância diminui.
Isso sugere que a transferência de votos será um dos fatores decisivos da eleição.
Rejeição pode ser tão importante quanto intenção de voto
Outro indicador que merece atenção é a rejeição.
Na pesquisa AtlasIntel de julho, 52,9% dos entrevistados disseram que não votariam de jeito nenhum em Flávio Bolsonaro, enquanto a rejeição a Lula ficou em 49,4%.
Os números mostram uma característica conhecida das eleições brasileiras recentes: os principais candidatos também carregam níveis elevados de resistência entre parcelas significativas do eleitorado.
Em uma eventual segunda etapa da eleição, portanto, conquistar eleitores que hoje não demonstram preferência por nenhum dos dois pode ser tão importante quanto mobilizar a própria base.
As pesquisas podem mudar até outubro
É importante lembrar que uma pesquisa eleitoral é uma fotografia do momento, não uma previsão do resultado das urnas.
Ainda há tempo para mudanças provocadas por debates, propaganda eleitoral, alianças partidárias, acontecimentos econômicos, decisões judiciais, campanhas nas redes sociais e eventos políticos inesperados.
Além disso, diferentes institutos podem encontrar resultados diferentes mesmo realizando pesquisas próximas umas das outras.
O agregador de pesquisas do UOL, por exemplo, reúne levantamentos nacionais de diversos institutos e considera apenas pesquisas que atendem a determinados critérios metodológicos.
Por isso, olhar para uma sequência de pesquisas costuma ser mais útil do que tirar conclusões a partir de um único levantamento.
Próximas pesquisas podem trazer novas pistas
O ritmo de divulgação deve aumentar conforme a eleição se aproxima.
Segundo levantamento publicado em 8 de agosto, estavam previstas para a semana seguinte novas pesquisas da Nexus/BTG Pactual, Gerp, CNT/MDA e Futura Inteligência.
Esses novos números serão importantes principalmente para verificar se a tendência observada no início de agosto permanece ou se existe uma mudança significativa no equilíbrio entre Lula e Flávio Bolsonaro.
O que os eleitores devem observar?
Para quem acompanha a eleição, olhar apenas para o percentual de intenção de voto pode ser enganoso.
Alguns indicadores merecem atenção especial:
Primeiro turno: mostra a força inicial de cada candidatura.
Segundo turno: revela a capacidade de cada candidato de ampliar sua base.
Rejeição: indica o tamanho do eleitorado potencialmente difícil de conquistar.
Margem de erro: ajuda a entender quando uma diferença numérica pode representar empate técnico.
Tendência: comparar pesquisas realizadas em períodos diferentes pode mostrar se um candidato está crescendo, caindo ou permanecendo estável.
Conclusão
As últimas pesquisas para presidente em 2026 mostram um cenário competitivo.
Lula lidera o primeiro turno nos principais levantamentos recentes, enquanto Flávio Bolsonaro aparece como seu principal adversário. No entanto, a distância diminui quando os institutos simulam uma disputa direta entre os dois.
O cenário atual, portanto, está longe de representar uma eleição definida.
A campanha ainda terá acontecimentos capazes de alterar o comportamento do eleitorado, e os próximos levantamentos serão fundamentais para indicar se a vantagem de Lula se mantém ou se a oposição consegue reduzir ainda mais a distância.
No fim, a principal mensagem das pesquisas de agosto é simples: há um líder nas intenções de voto, mas ainda existe uma disputa real pela Presidência da República.
E, como a história das eleições brasileiras demonstra, muita coisa pode acontecer entre uma pesquisa e o momento em que o eleitor deposita seu voto na urna.
Perguntas frequentes sobre as pesquisas presidenciais de 2026
Quem lidera as pesquisas para presidente em 2026?
Nos levantamentos nacionais mais recentes, Lula aparece na liderança no primeiro turno, seguido por Flávio Bolsonaro. Os percentuais variam de acordo com o instituto e o cenário testado.
Lula pode vencer no primeiro turno?
Os números atuais não indicam uma vitória no primeiro turno. Com vários candidatos, Lula aparece abaixo dos 50% das intenções de voto nos levantamentos citados.
Quem aparece em segundo lugar?
Flávio Bolsonaro aparece em segundo lugar nos principais cenários nacionais recentes.
O segundo turno entre Lula e Flávio está definido?
Não. As pesquisas mostram vantagem de Lula, mas também indicam uma disputa mais equilibrada quando os dois são colocados frente a frente.
Quando serão divulgadas novas pesquisas?
A previsão divulgada em 8 de agosto indicava novas rodadas da Nexus/BTG Pactual, Gerp, CNT/MDA e Futura Inteligência para os dias 10 e 11 de agosto.
Pesquisa eleitoral prevê o resultado da eleição?
Não. Pesquisas representam a intenção de voto no período em que as entrevistas foram realizadas. Mudanças na campanha podem alterar significativamente os resultados até o dia da votação.
ANALISE CRIATIVA+IA: Este conteúdo foi produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.
Uma das fontes para a criação deste artigo: https://veja.abril.com.br/politica/a-nova-pesquisa-meio-ideia-sobre-a-disputa-entre-lula-e-flavio-bolsonaro/

